Centros de noite para idosos


07/03/2013 Facebook Twitter LinkedIn Google+ Sem categoria


A aposta na criação de centros de noite para garantir assistência aos idosos sem ter de os arrancar às suas casas não é nova. A sua concretização, porém, vinha sendo protelada por causa da indefinição das respectivas regras de funcionamento.

Ontem, o Ministério da Solidariedade e da Segurança Social fez publicar em Diário da República a portaria que regulamenta o funcionamento dos centros de noite (destas estruturas).
Trata-se de uma “resposta social inovadora”, lê-se no preâmbulo do diploma, que procura responder aos idosos “que se encontrem em situações de isolamento, solidão ou insegurança”, garantindo ao mesmo tempo a sua manutenção “no seu meio habitual de vida” durante o dia.
centros de noite para idosos
“Destina-se aos idosos que vivem bem na sua casa e nas suas relações de vizinhança, mas que precisam de assistência à noite porque têm medo, estão isolados, inseguros”, precisa Filomena Bordalo, da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, que integrou o grupo de trabalho responsável pela regulamentação destes centros.

Com uma capacidade média desejada de 20 pessoas, os centros deverão garantir ceia, pequeno-almoço e condições para o exercício da higiene pessoal. Além de um coordenador, devem ter um ajudante de acção directa em permanência e um auxiliar a meio tempo. Podem funcionar isoladamente ou em complementaridade com outros serviços.
Para Filomena Bordalo, a disseminação destes centros evitará a institucionalização de muitos idosos que ainda conseguem “satisfazer as suas necessidades quotidianas”.
A portaria surge numa altura em que muitos idosos são encontrados mortos em casa. Em Lisboa, segundo a autarquia local, foram encontrados 300 idosos sem vida nas suas casas, só nos últimos quatro anos.
Os últimos Censos mostraram que a população com 65 e mais anos de idade já passa os dois milhões. No final de 2011,0 INE contou 400.964 idosos que viviam sós e 804.577 na companhia de outros idosos.