Suporte Afectivo Fundamental em Momento de Crise

Nunca a palavra “crise” assombrou tanto as nossas vidas como nos últimos tempos.
Ao nível pessoal e global, o contexto socioeconómico em que vivemos tem provocado várias mudanças, que implicam sempre alguma instabilidade, mas a verdade, é que de acordo com alguns especialistas da área da psicologia, a “crise” não tem necessariamente de ser encarada num sentido pejorativo.
Segundo Teresa Sousa, coach, psicóloga, consultora e formadora na área Comportamental e de Recursos Humanos, “esta época de crise que estamos a atravessar afecta-nos emocionalmente, sobretudo por se tratar de um período de mudança, mesmo a nível das estruturas lar idosos, o que provoca sempre alguma instabilidade ao nível emocional.
Nestas alturas, a predisposição com que cada um enfrenta a vida e os desafios que ela coloca é um factor determinante. Uma atitude mais positiva, no sentido de pensar que mesmo as situações mais complicadas são possíveis de ser ultrapassadas, é determinante numa altura como esta”. Além disso, é igualmente fundamental termos um bom suporte afectivo, não só ao nível familiar, mas também ao nível da rede de amizades, estruturas sociais como os lares de idosos, pelo que os momentos de convívio e de partilha devem ser fomentados. “Sempre que nos sentimos mais deprimidos perante as dificuldades que estamos a atravessar, se tivermos um bom suporte afectivo, sentimo-nos mais confortados e conseguimos encontrar a dose de conforto de que necessitamos para minimizar o que possamos estar a sentir”, adianta Teresa Sousa.
Apesar de num período de crise as pessoas terem tendência para se afastarem de tudo e de todos, é importante que percebam que a atitude oposta as poderá ajudar a atravessar os momentos mais complicados. O apoio da família e dos amigos, da estrutura social como o lar de idosos, a residência de idosos, o hotel de idosos, ter alguém com quem se possa desabafar e a quem recorrer, pode ser determinante para o equilíbrio emocional num período como este.
“Ter alguém com
quem se possa
desabafar e a quem
recorrer pode ser
determinante para
o equilíbrio emocional num período
como este”
Por outro lado, entre os elementos de um casal, o diálogo é fundamental. As pessoas não podem descarregar umas em cima das outras a tensão que estão a viver e a enfrentar em simultâneo. Temos de aprender a controlar um pouco mais os nossos impulsos, porque todos nós temos tendência para descarregar o nosso stress e as nossas frustrações nos que nos são mais próximos.
No entanto, não nos podemos esquecer que o outro também está a atravessar as mesmas dificuldades que nós e, como tal, devemos vê-lo como alguém em quem nos podemos apoiar, conversando e tentando encontrar soluções em conjunto para os problemas”, aconselha a psicóloga. Importa ainda salientar que é precisamente nos momentos de crise que devemos estar mais abertos à mudança, porque a mudança permite-nos crescer, repensai os nossos objectivos e reajustar a nossa forma de estar na vida. “E normalmente nos momentos mais difíceis que descobrimos que somos capazes de fazer coisas que nunca imaginámos. Por vezes precisamos de ser postos à prova, para termos coragem de mudar”, conclui Teresa Sousa..
